Ao contrário de todos os outros posts anteriores, decidi no que diz respeito à comparação de escala de grandeza mediática das empresas e personagens anteriormente escolhidas, optar como "a cidade mais criativa" a cidade de Lisboa, uma cidade grande bem como uma grande cidade que merece todo o destaque e valor!
É a cidade mais criativa por vários aspectos que vão ser aqui mencionados mas sobretudo por trazer inúmeras possibilidades que originam e ajudam a desenvolver todo o tipo de processos e expressões criativas.
É uma cidade repleta de luz que dá asas à imaginação de todos os artistas que vão desde a fotografia, cinema, música, teatro, pintura, escrita e até mesmo a determinados desportos que são autênticas representações expressivas da natureza de cada um!
É uma cidade rica não só pelo seu design arquitectónico e paisagístico, mas também a nível cultural e tradicional. É um centro multi-cultural que permite a fusão e partilha de conhecimentos e ideias.
O seu ambiente é inspirador e repleto de vida, de gente gira e simpática. De facto, uma cidade para se destacar das restantes deve ser essencialmente caracterizada pelos seus habitantes e pelo carácter dos mesmos.
A sua riqueza patrimonial a nível histórico-cultural é de se destacar uma vez que define a identidade Lisboeta e dos seus artistas. Todos esses aspectos e pormenores fazem de Lisboa uma cidade mágica e intemporal.
Ainda relativamente ao ambiente e aos espaços expressivos, Lisboa oferece uma grande variedade de locais desse género que vão desde bares a armazéns reabilitados repletos de um ambiente urbano e tradicional ao mesmo tempo. Espaços pitorescos e elegantes cheios de diferentes tipos de músicas e sons ambiente.
Tudo acontece nesta cidade e tudo isto são características e ideias criativas que promovem a inovação, o conhecimento e sobretudo o bem-estar!
Por fim e em homenagem a esta grande cidade, deixo aqui um grande poema de um grande autor:
Lisboa
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa